Esta é para os "moçoilos" dispensados, rs
"Um caso perdido
Mas eu nunca quis ser óbvio"
Adoro Leo Jaime! :)
Ana Martins
Esta é para os "moçoilos" dispensados, rs
"Um caso perdido
Mas eu nunca quis ser óbvio"
Adoro Leo Jaime! :)
Ana Martins
Figueiró - Portugal
Lourdinha devia ter uns 7 anos.
Ainda era cedo, e naquele dia ela estava na companhia de Mariazinha, sua amiga brasileira, de férias em Portugal.
As duas brincavam próximo ao portão. Foi quando a menina viu sua catequista parada na porta, a lhes pedir ajuda.
-"Lourdinha, venha comigo à Figueiró cortar um mato! Preciso forrar a casa dos porcos. Anda, venham as duas!"
Um pouco hesitante, a menina obedece. Afinal, a catequista é boa gente. Vovó não vai chatear-se.
E lá seguem as três para a bolsa - um campo verde, grande e aberto da região.
Um tempo depois, escuta de longe a voz de sua tia, também chamada Maria, a procurar por Lourdinha. Muito enfezada, sua tia lhe pega pelo braço e a tira de lá, deixando as outras duas para trás.
-"Anda agora e não reclames! Não tens idéia do que a avó irá lhe fazer!"
Ao chegarem em casa, lá estava sua avó, Joaquina. Muito brava, suspende a pequena menina pelos ares e a leva para dentro.
Depois de uma bela bronca, num grande sermão, sua avó lhe faz tomar um prato de sopa e a põe de castigo.
Lourdinha nunca mais esqueceu este dia. Desde então, para onde fosse, o que fizesse, a menina avisava sua avó.
-"Vó, vou ao quarto, sim?"
-"Vozinha, vou para a sala".
Até na hora de dormir, a menina, que dormia junto da avó, avisava:
-"Vó, já estou a dormir".
***
Lourdinha é minha mãe. Muito disciplinada e serena. Tanto ela quanto eu, somos apaixonadas por vovó Joaquina, que sabia ser brava, mas bem mais que isso, era o anjo doce que encantava nossas vidas. E ainda encanta.
Ana Martins